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Homenagem ao náutico em Santa Fé

Santa Fé é uma minúscula cidade aqui perto de Granada. Tem tantos habitantes quantos cabem na casa da barbie. (para quem não conhece, o campo do Náutico)

Daqui os reis católicos expulsaram os mouros e conquistaram Granada. Foi aqui também a assinatura da ordem para Cristóvão Colombo ir descobrir a América.

Porém o mais interessante da cidade é que ela foi fundada por alvirrubros contemporâneos do Hexa, século XV, por aí... tem até um monumento ao Náutico lá. Por um momento, esqueci as questões clubísticas, fiz fé na pernambucanidade, e tirei uma foto com o símbolo do Glorioso Aristocrático da Rosa e Silva...



Escrito por Bosco Filho às 20h31
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Pernambucanidade

Quem me conhece sabe que não sou chagado ao sentimento de pernambucanidade. Mas hoje é dia do frevo, cem anos de frevo... então para homenagear o melhor ritmo musical do mundo, vai uma foto dos dois maiores compositores do mundo, e dois dos maiores de pernembuco, como diriam os argentinos.

Ah! e os dois são tricolores, claro!

Capiba dizendo: Nelson Ferreira toque aquela introdução

 



Escrito por Bosco Filho às 13h29
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A segunda patriotada

 

Amigos, ontem foi dia de jogo do Brasil, ou seja, dia de patriotada.

 

Como já disse, nesse e no outro blog, ver el fútbol na Espana só com TV a cabo, ou pela La sexta, um canal digital, então dá quase no mesmo, se não tiver o aparelhinho, o sinal é horrível. Não tem bombril que de jeito. A propósito, aqui não há bombril. Mas,voltando ao assunto central, a imagem é horrível, você consegue ver, no máximo,  uns fantasmas aqui e acolá. Diferenciar jogador, só se for Nedved de Thuran. (quem entende um pouco de futebol,sabe o que significa tal comparação)

 

Como já disse aqui e no outro blog, o narrador da Sexta, Andrés não sei o que, as vezes me faz sentir saudades de Galvão Bueno. Os comentaristas eram Carlos Alberto Pintinho, que eu pensava que já havia morrido, e Salinas, aquele vara-pau que foi atacante da fúria durante alguns anos. Aliás, o tal do pinto, quando pia só sai caca...

 

Mas voltemos ao assunto principal. Acordei e: hoje tem jogo do Brasil, estudei um pouco, fui à universidade, tomei uma cerveja na cafeteria, comentei com uns colegas: hoje tem jogo do Brasil. Terminada a aula que não houve, ah! que saudades do DECOM, pego um ônibus,coisa que nunca faço,só para chegar mais cedo e ver o jogo. Chego em casa, pergunto a Maria se ela vai querer ver o jogo. - vou, responde.

 

Então ela bota uns casacos e descemos para um bar aqui embaixo. O dono é um chato, diga-se. Chego e noto que a tv está em outro canal. Peço gentilmente pro sujeito mudar de canal e, para meu espanto, muito gentilmente o sujeito muda. E, para minha raiva, não havia a transmissão do jogo. Fico desconcertado e tendo perguntar ao sujeito se ele sabe em que canal poderia passar a partida. Ele diz que o jogo seria hoje. Desisto, agradeço e subo. Ligo o computador, internet e descubro que o jogo já começou e que a Sexta ia começar a transmissão uma hora depois. Desligo o computador. Não quero saber mais nada.

 

Vou correndo no supermercado, compro uma pizza, boto no forno, e comemos acompanhado por duas legítimas latinhas de guaraná antártica português. É um sinal, não sei se bom ou ruim.

 

Começa o jogo e a única coisa que consigo enxergar é a camisa de Dunga. A partida é horrorosa. Sinto saudades do Parreira.

 

Termina ojogo, apanhamos de 2x0. Ainda bem que a imagem é ruim, me conformo.

 

Ps. O comentário futebolístico está no outro blog...

 



Escrito por Bosco Filho às 16h42
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Bate saudade do Bloco da Saudade

 

 

 

Sentindo os eflúvios da saudade...



Escrito por Bosco Filho às 18h08
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Meninos, e meninas, eu vi…

 

 

 

Meninos e meninas, finalmente chegou o inverno e pude ser apresentado à neve. E daí? Não achei essa graça toda. É verdade que nevou um pouquinho, aqui tampouco neva muito, apesar da serra. Mas já foi bom, uns 2 cm de espessura e já dava pra ver alguns matutos espanhóis brincando de bolinhas de neve na rua. Eu não. Não sou matuto. Ta pensando o que?

 

Quer saber? Um conselho pra quem nunca viu neve, meta a mão na geladeira, ou melhor, no congelador, dá no mesmo.

 

É iguazinho.

 

Vou torcer pra que chova essa noite e amanhã tudo esteja branquinho..



Escrito por Bosco Filho às 19h03
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Eu estou em Patos?

 

 

Amigos,

 

 

Me enganaram!!!!

 

 

Me enganaram e eu não sabia. Depois de dois meses e meio pensando estar na Europa, primeiro mundo e tal, descubro bestificado: estou em Patos. Explico, é que me disseram que no primeiro mundo fazia frio, em alguns lugares mais que outros, é verdade, mas fazia frio. Bem, estamos chegando ao auge do inverno e podemos andar de camisetas pela rua, de dia claro. Aqui faz um sol infernal. Patos, sim, faz frio... Não sei, mas se isso é o inverno, to morrendo de medo do verão.

 

Ah, e parece que na Europa teve vendaval, mortes e um monte de tragédias. Não sei, não fiquei sabendo por dois motivos. O primeiro é que esta foi uma semana infernal, sem trocadilhos, muita coisa que ler e estudar e, portanto, não sobrou tempo para outros divertimentos, tais como ver as desgraças do mundo. Aliás, minto, sobrou tempo para duas cervejas (durante a semana inteira) e para ver o Bétis ferrar o Madrid, apesar do amigo de Artur, o tal do Fernandez, mas isso é assunto pro outro blog. Ah, o segundo motivo é que aqui em Patos não chega esse tipo de notícia. Sabe como é, né? Água em abundância pode soar como gozação...

 

Ah, e ainda me chamaram pra ver um filme sobre o aquecimento global, pode?

 

Enfim, vou dormir que estou cansado e amanhã é dia de comprar guaraná português.



Escrito por Bosco Filho às 20h25
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Campina Grande vai conquistar o mundo, e a história do oxe! (parte 1)

 

Amigos é impressionante, mas cada vez mais se confirma a velha máxima de que grande é João Pessoa, porque Campina é enorme!!!! Não é de grátis que costumo chamar a terra do valoroso governador de “A capital da província”. Não é a toa que o Treze é quem manda no futebol paraibano, e depois ainda tem o Campinense. Moral do Botinha veneno? Só em João Pessoa mesmo...

 

Mas vamos aos fatos e fotos...

 

Outro dia, estava na Aula, que aqui é classe e vice-versa, e aparece uma aluna nova. Nas mensais apresentações que temos que fazer, a tal aluna começa:

 

- yo soy de Brasil...

 

Neste momento, todos da turma olham para mim como se eu tivesse o poder de explicar a presença de duas pessoas oriundas do mesmo país ali. Tento explicar que o Brasil é grande e tal... não consigo convencer, pois parece estranho a presença de tantos brasileiros em Granada. Enfim, chegou a minha vez e eu tasquei:

 

- yo también soy de Brasil…

 

Isso era o menos importante, no entanto. Terminada a classe, que para nós é aula e vice-versa, fui perguntar à senhora, ela já era uma senhora, de onde ela era e tal. Adivinha a resposta:

 

- sou de Campina Grande!!!!

 

Eu ri e disse:

 

- Campina ainda vai conquistar o mundo



Escrito por Bosco Filho às 16h41
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Campina Grande vai conquistar o mundo, e a história do oxe! (parte 2)

Ontem, estava eu num bar, onde havia um show de grátis, e de grátis até injeção na testa - quando entrei no bar começaram a tocar Garota de Ipanema, de cara pensei que já estava ficando famoso por aqui - e vou comprar uma cerveja (aliás, o show até podia ser de grátis, mas a cerveja custava 3€ uma garrafinha), quando no meio do caminho escuto um:

 

- oxe!

 

Não me contive, já tinha tomado umas tantas cervejas (em outro bar, mais barato) e entrei na conversa:

 

- oxe, o que, menina? Oxente!!!

 

- tu és brasileiro?

 

- e a pois.

 

- e de onde?

 

- de João Pessoa, e tu?

 

- Tu és de João Pessoa, sério?

 

- Não, sou de Recife ma moro em João Pessoa há um tempão.

 

- Eu sou de Campina Grande, disse...

 

- tu moras aqui há quanto tempo?

 

- há um ano e meio, e tu?

 

- há dois meses. Escuta, tu sabe onde vende farinha?

 

Não sei...

 

A verdade é que em menos de cinco minutos começou a aparecer brasileiro por tudo que é lado, mas o mais impressionante era que quem não conhecesse nada do Brasil, ia pensar que Campina é maior que São Paulo, tamanha quantidade de campinenses, e trezeanos, ali. Até a filha da minha colega de classe, que aqui é aula e vice-versa, apareceu. Enfim, Campina vai conquistar o mundo!

 

Ah, isso é pra Aécio Jr. Tinha um sujeito de Olinda, com sotaque carioca, que mexe com teatro e torce pelo Náutico.

 

Ps. eu tirei uma foto do meu celular, mas não funcionou. ficou muito escura, pois o moderno aparelho não tem flash

 

 



Escrito por Bosco Filho às 16h40
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Festa de Reis, um oferecimento El Corte Inglés

 

Seguinte, na sexta feira passada se deu a cavalgada de Reis em toda a Espanha. Então, resolvi, junto com Maria, a convite de uma colega francesa, ir ver qual era a da festa. Com bom brasileiro que se preze, eu não tinha a menor idéia desse negócio de Rei Mago. Sabia apenas que eles deram uns presentes a cristo quando ele nasceu. Não sabia seus nomes, Belchior, Gaspar e Balatazar (esses nomes para mim significavam um cantor cearense, um fantasminha camarada e o artilheiro de Deus), tampouco sabia que aqui na Espanha Papai Noel não tem essa moral toda, mas é uma questão de tempo, pois por força do capitalismo já é possível ver uns trocinhos vermelhos pendurados pelas casas.

 

Mas vamos à festa, que é o que importa.

 

A festa é mais ou menos uma mistura de desfile de escola de samba, sem as poucas roupas, uma pena, e sem samba, outra pena, com as tradicionais paradas americanas. Aquelas que sempre aparecem nos filmes de 5ª categoria de lá. Muitos carros alegóricos, com um monte de gente em cima, todos devidamente patrocinados. Afinal, Deus é um sujeito capitalista, e não sou eu quem diz isto, mas o próprio papa. Portanto, não me condenem...

 

 

O mais legal da festa são os caramelos, aquilo que a gente conhece por bombom, bala, confeito, etc. O monte de gente que fica nesses carros aproveita seu tempo jogando bombons para o público. Algumas pessoas jogam com tanta “vontade” que as balas quase assumem o significado das outras balas, ou seja, são mortais. Conselho primeiro, nunca vá de óculos, é um perigo. Outras, mais acomodadas, jogam os caramelos com tanta “vontade” que os bichinhos quase não chegam a nós, os pobres esfomeados, com nossas sacolas, situados à margem do percurso. Ah, e como já dizia o papa, todos os caramelos com seus respectivos patrocinadores, El Corte Inglés, Cajá Granada, La Caixa, McDonalds, pera aí, McDonalds? Sim até o velho Mc estava ali. Eu tentei fotografar, mas a bateria da minha Fujifilm estava nas últimas e perdi a foto, mas juro de pés juntos que ele estava ali.

 

Outra coisa que me chamou a atenção foi um carro cheio de galinhas, ao som de uma conhecida musiquinha: La gallina Turuleta, conhecida por nós como “A galinha magricela, que bota um, que bota dois, que bota três”. Ah, e turuleta não significa magricela.

 

Bem, depois dessa resolvemos sair e tomar uma cerveja, já que tínhamos muitos bombons de tira-gosto...

 

Ps. Como El Corte Inglés é o único estabelecimento onde se vende nosso pátrio produto português, então nada mais justo que fazer um propagandinha dele, né?



Escrito por Bosco Filho às 12h08
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Terremoto...

Un terremoto de baja intensidad sacude la provincia de Granada

El seísmo, de magnitud 3,8 en la escala de Richter, no ha causado daños

 

Un terremoto de magnitud 3,8 en la escala de Richter se ha producido durante la pasada noche en la provincia de Granada con epicentro en la localidad de Santa Fe, situada al oeste de la capital, según ha informado el ministerio de Fomento. El seísmo se ha podido sentir con intensidad IV en Granada capital, Armilla, Loja, Santa Fe y Málaga capital.

Las coordenadas exactas del terremoto que se ha producido a las 23.32 horas de esta noche, han sido los 37.19 grados norte de latitud por los 3.73 grados oeste de longitud. Fuentes de la Guardia Civil granadina han señalado a EFE que bastantes ciudadanos asustados han llamado a los servicios de emergencias "por el fuerte temblor" que sintieron en sus domicilios, si bien "no hubo que lamentar incidencias graves".

Fonte: El País

 

Num foi nada, nun foi nada, mas eu quase me caguei todo!!!!



Escrito por Bosco Filho às 12h16
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As várias formas da patriotada

 

 

Amigos, normalmente um brasileiro no exterior usa o futebol como símbolo maior do patriotismo tupiniquim. Nada melhor que encontrar um argentino e termos Pelé, e quando eles nos contestam, abrimos a mão e mostramos nossos cinco motivos – seriam seis, mas havia um parreira no meio do caminho, como diria o poeta maior - para provar que em futebol somos imbatíveis. E Garrincha, que quase ninguém conhece? Aí é que é bom mesmo, pois não precisamos ficar tão fieis aos fatos. Alguém certa vez disse essa frase: jornalista não tem compromisso com a verdade. Ou quando alguém vem falar de Et’o e enchemos a boca na resposta: “no Brasil há uns 50 Eto’s espalhados, só no Santinha há uns 3!”. Tudo isso é verdade, mas há outras coisas. Chico Buarque, por exemplo, é perfeito quando encontramos alguém que o conhece. Podemos falar horas sobre nosso gênio maior. Ou da nossa música, enfim... de tudo!!!

 

Mas depois que saí do Brasil descobri outra forma de patriotada, muito mais saborosa. O GUARANÁ ANTÁRTICA, o Original do Brasil!! Confesso amigos, sempre fui um viciado no precioso líquido preto do capitalismo, sempre preferi a Coca-cola ao nosso Guaraná. Como estava enganado!!! Estava tão enganado quanto aquelas pessoas “da esquerda” que vaiaram o Chico Buarque e o Tom Jobim por causa de uma certa Sabiá. Eles não sabiam o que faziam, nem eu... assim como no caso do famoso pássaro, foi preciso que eu saísse do Brasil para descobrir o Guaraná.

 

E descobri de forma arrebatadora, uma vez por semana vou a um supermercado chamado El Corte Inglés, que fica do outro lado da cidade, só para comprar uma meia dúzia de latinhas ao preço de 0,47€. Que maravilha!!! O melhor é sair com o monte de latinhas nas mãos, orgulhoso. Mesmo que o nosso guaraná daqui seja fabricado em Portugal.

 

Ps. eu pensava que a aventura do Banco havia acabado, outro engano. Depois eu conto o fim da história.



Escrito por Bosco Filho às 12h51
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É guerra, é? então tá...

Esse é o nosso jardim. Ali atrás pode-se ver a casa do nosso caseiro...



Escrito por Bosco Filho às 14h37
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Da janela do quarto, ou quase

Como eu não sei mentir, essa foto foi tirada da varanda do apartamento

eu queria copiar os 30 muidos de Aninha



Escrito por Bosco Filho às 21h41
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O Réveillon da Arnesta

Bem amigos, aqui também há Arnestos... ou Arnesta (no caso de ontem)

é o seguinte, ontem, depois de comer as doze uvinhas - aqui é obribação de quem não que ter mala suerte comer uma dúzia de uvinhas nos últimos 36 segundos, isso mesmo, segundos, do ano que morre. Ou seria nos primeiros 36 segundos do ano que nasce? Enfim, pouco me importa, afinal eu só consegui comer dez. Maria, ah Maria foi melhor que os espanhóis e cravou as doze, com caroço e tudo, dentro do tempo. Vai ter suerte este año – fomos a uma festa, na casa de uma chica chamada Clara, que obviamente não conhecíamos e literalmente nunca havíamos visto mais gorda.

Mas o que interessa é que fomos convidados, por Pablo, que foi convidado por uns colegas que foram à festa no melhor estilo penetra. Chegamos ali e depois de meia hora a nossa anfitriã, a simpática Clara, teve que nos deixar para ir trabalhar, ela trabalha em um bar chamado Playmobil (será que Vancarder tem negócios por estas bandas?). Tudo bem, alguém afinal tem que trabalhar e servir os borachos da noite vieja.

Ela deixou a casa por conta de uma amiga que mora em Amsterdã, que meia hora depois simpaticamente nos mandou embora. Estava tarde!!!! O que ela queria numa festa de fim de ano? Que acabasse antes das doze badaladas noturnas?

Isso não se faz Arnesta, nóis não se importa, mas você bem que podia ter ponhado um recado na porta!!!!!

Nos sobrou beber em uma praça até as 5 da manhã, num frio da gota...

Ah, e ainda me sobrou tempo para explicar a alguns espanhóis o Samba do Arnesto

 



Escrito por Bosco Filho às 18h17
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A típica organização do primeiro mundo (parte 1)

 

A Universidade de Granada é linda, ou melhor, são lindas as universidades de Granada, já que são vários campi espalhados por a cidade. Alguns belíssimos, como o da Cartuja, que fica no alto e de onde se tem uma visão privilegiada da cidade. Qualquer dia desses tomo coragem e vou ali fotografar. Há um belíssimo mosteiro também nas cercanias. Há a faculdade de Arquitetura e Ciências Ambientais, são 2 prédios diferentes num mesmo espaço, ambos bonitos, mas a arquitetura do prédio de ciências me chamou mais a atenção. Mas o que me chamou mais a atenção mesmo foi um campo de rugby que há ali. Eu nunca havia visto um desses na minha vida!!! E o melhor é que neste campo havia dois garotos jogando o bom e velho fútbol. (Também perdi essa foto, estou pensando seriamente em andar sempre com uma máquina fotográfica, quem sabe eu não vire um novo Sebastião Salgado?).

 

O prédio em que estudo é mais ou menos normal, nada muito antigo, nem muito moderno. Mas tem uma boa calefação e tem a única biblioteca onde se pode entrar com as bolsas. O piso, como em todos os outros, é de mármore. Enfim, bem limpo e organizado, como as coisas do primeiro mundo. Ah, e dentro das universidades há internet sem fio. Basta o sujeito levar seu note book e ter um tal número pin que pode acessar a grande rede tranquilamente. O primeiro mundo é massa, velho!!!!

 

Há a faculdade de ciências, essa parece que é a mais importante, pois me parece ser a maior, e com mais frescuras por dentro, tipo auditórios e tal. Há até um cineclube nela, onde passam filmes com legendas, portanto, com o áudio original. Nos cinemas aqui, aliás, todos os atores, inclusive os americanos republicanos falam o espanhol com uma perfeição incrível, mas isso é assunto para outro texto. Então voltemos à faculdade de ciências. É ali onde se resolve tudo, onde você pode fazer a Tarjeta de Estudiante, que nos dá direito a meia-entrada nos cinemas, algum desconto no comedor, etc, etc..

 

Essa foi a primeira coisa que me chamou a atenção. Nos custos da minha matrícula já vinha incluído um valor de 4,75€ para a tal tarjeta de estudante. Então pensava que assim que chegasse à universidade, minha carteirinha estaria linda, me esperando. Não estava. Fui à secretaria geral e perguntei por informações referentes a carteirinha. Mandaram-me buscar na secretaria do meu curso. Depois de alguns minutos rodando pelo prédio, subindo e descendo escada, consegui descobri a tal secretaria. Ali, fui atendido por uma simpática (sem ironia) secretária, e lhe perguntei onde eu poderia buscar minha carteira. Ela não sabia, mas tentou sair ligando pra algumas pessoas e tentar descobrir o procedimento. Não logrou êxito e eu agradeci e lhe disse que perguntaria a algum colega.

 

Logo à noitinha, na aula, perguntei a uma colega como se fazia a tal tarjeta. Ela não sabia. Fui então perguntar a um colega chileno, muito simpático também, como todos os sul-americanos, menos os argentinos, lógico. Ele então me disse que eu deveria ir à secretaria geral, que já estava fechada naquele dia, ir pedir a solicitação para preencher, note-se a mesma secretaria que eu havia ido primeiro. Lá fui eu novamente. Dessa vez me deram o tal formulário e eu ainda perguntei onde deveria entregar o formulário preenchido. Responderam-me que ali mesmo. Ótimo, fui à biblioteca, preenchi o bichinho e fui devolver e adivinhem, não era ali. Disseram-me que deveria devolver numa agencia do banco Santander da faculdade de Trabajo Social, ou serviço social, mesmo, que fica do outro lado da rua. Não entendi bem o lance do banco, e comecei a sentir saudades do DCE da UFPB. O problema meus caros, é que não havia ali nenhuma agencia bancária. Pois bem, de novo à noite, que aqui é à tarde, voltei a perguntar ao meu colega chileno. Ele riu e me disse que o banco fica na faculdade de ciências, e comentou comigo que aqui era possível você pedir informações a dez pessoas diferentes e lhe passarem dez informações diferentes com a mesma certeza que dois mais dois são quatro. Nessa hora eu já estava com saudades dos nossos prestativos funcionários.

Escrito por Bosco Filho às 14h54
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